As pinturas dos vasos representavam pessoas em suas atividades diárias e cenas da mitologia grega. Inicialmente o artista pintava, em negro, a silhueta das figuras. A encalçar, gravava o contorno e as marcas interiores com um instrumento pontiagudo, que retirava a tinta preta, deixando linhas nítidas.
O maior pintor de figuras negras foi Exéquias. Uma de suas pinturas mais famosas mostra Aquiles e Ajax jogando damas. Nesse trabalho, além da riqueza nos detalhes dos mantos e dos escudos dos heróis, vemos coincidir, de forma harmoniosa, a curvatura do vaso com a inclinação das costas dos personagens. As lanças também desempenham uma função modelação: sua disposição nos leva a dirigir o olhar para as alças da ânfora e, destas, para os escudos colocados atrás das figuras. Esses elementos criam um todo organizado e fazem a beleza do vaso resultar do conjunto.
Por volta de 530 a.C., Eutímedes, inseriu uma grande mudança na arte de pintar vasos: inverteu o esquema de cores, deixando as figuras na cor natural do barro cozido e pintando o fundo de negro. Teve início, com isso, a série de figuras vermelhas. O efeito obtido com essa inversão cromática foi, sobretudo, uma maior vivacidade das figuras.
Importância arqueológica
Sua importância deve-se principalmente as cenas pintadas nos mesmos, que são excelentes fontes históricas pois normalmente representam cenas do cotidiano ou da mitologia, contando-nos os hábitos e as crenças dessa sociedade.Às vezes as cenas mostram para que os vasos eram usados. Também mostram-nos a grande habilidade dos artesãos da Grécia Antiga.

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